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Parque Nacional recebe melhoramentos
Verbas federais começaram a chegar para diversos investimentos na infra-estrutura do Parque Nacional. Sem administrador desde maio de 1991, os problemas aumentaram para sua manutenção. Cerca de Cr$ 36 milhões vão minorar situações difíceis enfrentadas pelos três funcionários de nível médio lá lotados.
As queimadas para renovação do pasto foram intensificadas. A fiscalização é difícil e não tem condições. Nas áreas já indenizadas, os antigos proprietários continuam colocando gado, que dobrou seu número. Nas não-indenizadas, que somam ainda quatro mil hectares, seus proprietários abrem as porteiras para o gado pastar nas áreas vizinhas.
No Paradouro, Jorge Luís de Aguiar Coelho, que ocupava o prédio com o apoio da Prefeitura de Cambará do Sul, recebeu uma indenização pelas melhorias feitas e retirou-se. O IBAMA fará revisão geral antes de abrir licitação para concessão do restaurante. Pelos planos do Instituto, os quartos (4) existentes no porão, ficarão à disposição dos pesquisadores. Um centro de informações, interpretação e fiscalização, rústico, será instalado na construção anexa.
As quantias do PNMA estão sendo utilizados no Parque para a instalação de vinte placas indicativas e educativas. Serão restauradas duas pontes e uma casa ocupada por um dos funcionários. Continua vedado o acesso ao canion do Taimbezinho.
Moacyr Schroeder, atual superintendente do IBAMA/RS, afirmou, em reunião do Conselho Consultivo (Conaminha), em outubro/1991, que iria tomar providências para a retirada do gado da área. Ele continua lá.
Três organizações não-governamentais sediadas em Porto Alegre atuam na região. A Associação de Defesa dos Aparados da Serra tem marcado presença nos feriadões auxiliando na fiscalização e na orientação dos visitantes. A ADFG-Amigos da Terra, cuja presidente, Magda Renner, nas incursões à Capital Federal, como membro do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente -, tem feito pressão direta junto à Administração Central do IBAMA e SENAMA para a implantação de melhorias ou mesmo para a conservação do material permanente (que também se deteriora com o tempo). E a Comissão de Defesa dos Aparados da Serra, cuja apresentação - para quem não conhecia - foi feita no texto de Jorge Herrmann.
