AgirAzul 6
Defesa da camada de ozônio – CFCs na atmosfera de Porto Alegre
O agrônomo Jorge Fauth, responsável no Brasil pela Campanha Internacional dos Amigos da Terra em Defesa da Camada de Ozônio, visitou em Porto Alegre doze oficinas de refrigeração e ar condicionados. Nenhuma delas dispõe de qualquer sistema de recolhimento e reciclagem de CFCs e a absoluta maioria dos mecânicos que trabalham em refrigeração ignora o efeito dos CFCs na atmosfera.
Para Fauth, é necessário se estabelecer urgentemente um sistema oficial de recolhimento e reciclagem nos moldes do que está sendo desenvolvido em São Paulo, num projeto piloto denominado SP-CFC. Este trabalho é desenvolvido e coordenado pela CETESB, e dispõe de equipamentos que permitem a reutilização dos gases refrigerantes não-contaminados ou o seu envio para a reciclagem.
O problema, segundo o Coordenador da campanha de defesa da camada de ozônio, é como controlar todas as oficinas de fundo de quintal, que na maioria das vezes nem alvará de funcionamento possuem. O IBAMA, através da Portaria Normativa nº 27, de 11 de março de 1993, obrigou todos os estabelecimentos que utilizam CFCs e outros produtos químicos que prejudicam a camada de ozônio controlados pelo Protocolo de Montreal a se registrarem até 30 de junho passado. Até agora, uma minoria fez isso.
A liberação dos CFCs contaminados é um problema global. De nada adiantará se estabelecer leis específicas obrigando o seu recolhimento se não se dispuser de equipamentos para esta finalidade.
Quem se interessar em obter maiores informações sobre o assunto
poderá entrar em contato com Jorge Fauth na ADFG – Amigos da
Terra Brasil – Rua Cabral, 151 – 90420-120, Porto Alegre,
RS – Fone/fax: (051) 332-8884 – E-mail: foebr@ax.ibase.br .
