AgirAzul 4
Notas
Caça da Baleia: o massacre pode voltar
As entidades ambientalistas do mundo inteiro que lutaram contra a matança das baleias e conseguiram uma moratória de dez anos em todos os mares vão ter que voltar a agir. A próxima reunião da Comissão Internacional da Caça da Baleia, programada para maio de 1993, em Kyoto, no Japão – país que mais baleias matou neste século e que vem desrespeitando a moratória abertamente – corre o risco de reabrir oficialmente o massacre em todo o planeta.
O Japão está pressionando economicamente os países-membros da Comissão cujos governos são irresponsáveis ou sucumbem a pressões espúrias. Estão na lista dos “corruptíveis” o Chile, Peru, Venezuela, as ilhotas de 'St. Vincent, St. Lucia e Dominica, e... o BRASIL. Dependerá da mobilização dos ambientalistas brasileiros impedir que nosso governo se dobre e vote a favor da reabertura da matança das baleias.
Outro país baleeiro histórico, a Noruega, cuja primeira-ministra Gro Brundtlandt vive travestida de “verde” mas apóia a matança, está sofrendo boicote econômico dos Estados Unidos e poderá abandonar definitivamente a atividade se a Comissão Internacional não aprovar a volta “oficial” da caça à Baleia. (JTPJr).
EUA Combatem o Tráfico de Aves Silvestres
Após muitos anos de campanhas vigorosas de entidades norte-americanas, o Congresso dos Estados Unidos aprovou e o Presidente George Buch sancionou o Wild Brid Conservation Act - Lei de Proteção às Aves Selvagens – que proíbe a importação naquele país de aves capturadas na Natureza pertencentes a espécies ameaçadas de extinção ou mesmo pouco conhecidas. A medida beneficia principalmente o Brasil, que proíbe o comércio de sua fauna mas é vítima de intenso contrabando de aves para a Argentina, Bolívia, Paraguai, Suriname, Guianas e Guiana Francesa, que “re-exportam“ as aves brasileiras para o comércio de animais de estimação no Primeiro Mundo. Apesar do que vociferam os ignorantes contra os EUA, esta é mais uma boa amostra da importância que exercem os norte-americanos na proteção ambiental a nível planetário, coisa que – felizmente - deverá se ampliar ainda mais com a posse de Bill Clinton na Casa Branca. (JTPJr)
O Petróleo cobre o Alasca, a Escócia e... nós?
Da tragédia do Exxon Valdez ao recente naufrágio do petroleiro liberiano do capitão grego e tripulação filipina na Escócia, quase ninguém se dá ao trabalho de perguntar como vai o transporte de petróleo em águas brasileiras. A PETROBRAS, criminosa contumaz de multas não pagas ao IBAMA e derrames freqüentes em terminais mal a administrados, continua fretando navios petroleiros do tempo em que Berta fiava para carregar sua carga imunda. Pior ainda, pretende ampliar instalações no Sul do Brasil com a criação de mais um terminal petrolífero em Itajaí. Discussão pública? Nem pensar...
Ciclovias
A UPAN - União Protetora do Ambiente Natural está fazendo uma campanha pela criação de ciclovias e organizando uma série de passeios ecológicos em bicicleta. A bicicleta é cada vez mais valorizada em todo o mundo. Ajuda a conservar a saúde, é instrumento de lazer, não polui, e torna qualquer cidade mais humana. Num passeio, por ser silenciosa, permite a correta observação do ambiente natural, sem a interferência de barulho. Veja matéria sobre a UPAN nesta adição. (JBSA)
Turismo Ecológico
A Advancing Tour (tel. 331-0730) é a primeira empresa de turismo do RS a realizar roteiros completamente na natureza do nosso Estado. Incluem São Francisco de Paula, Bom Jesus e São José dos Ausentes, com Aparados da Serra (uma visão da Serra da Rocinha e do Pico Monte Negro – o mai alto do Rio Grande do Sul), Fazenda do Arvoredo – para almoço e janta -, Passo da Ilha, Cascata do Passo da Ronda, Passo do “S” e Taimbezinho. As excursões são realizadas em fins-de-semana, conforme com feriadão ou não, incluem mais ou menos paisagens. (ACCC)
Torres
A mais bela praia gaúcha, tão maltratada pelos seus administradores públicos, foi objeto de ação do Núcleo ES da FBCN. No final de 1992, denunciou ao ministério Público Estadual a existência de um aterro no eito do rio Mampituba. Na petição, é alegado que toda a margem do rio, lado do RS, no perímetro urbano, está degradada, sem vegetação ciliar. “O fato a margem estar totalmente ocupada por prédios de restaurantes e comércios, os quais ainda despejam seus lixos na água, não constitui motivo para novas incursões”, diz a representação.
A última agressão à paisagem torrense foi patrocinada pelo Governo do Estado: construiu uma enorme torre de concreto no Morro do Farol (quase três vezes a altura deste) para fins de recepção-emissão de sinais para telefones celulares. Numa terra de telefones comuns mudos, caros e ultrapassados, agora investe-se milhões de dólares em equipamentos de duvidável utilidade para a solução de nossos problemas. Agora, em vez de Morro do Farol, o Morro do Farol vai chamar-se Morro da Torre. Belo turismo esse! (JBSA)
Curso de Paisagismo e Flora Nativa
A Fundação Gaia realizou em novembro, em Pântano Grande, no Rincão Gaia, curso de Paisagismo e Flora Nativa – Preservação e Recuperação da Paisagem. Contatos com a Fundação através de correspondência para a Rua Jacinto Gomes, 39, em Porto Alegre.
Existência: Conexão Dioxina
A Coleção Existência, editada pela Cooperativa Coolméia, terá brevemente seu segundo volume: “Conexão Dioxina”. A Coolméia ampliou o seu horário aos sábados até às 17 horas. Ainda em estudos a abertura aos domingos. Continua um sucesso, aos sábados, a Feira dos Agricultores Ecologistas, quando os produtores colocam seus produtos diretamente à venda para os consumidores urbanos.
A Cooperativa localiza-se na Av. José Bonifácio, 645, em Porto Alegre. O número de telefone é novo (anote!): (051) 332-5907.
