AgirAzul 2
Educação Ambiental
Em
defesa dos animais silvestres aprisionados:
Manual de Educação Ambiental Paralela
Por
Augusto Carneiro*
Em Educação Ambiental, o tido como certo é, em primeiro lugar, fazer
cartazes, quando poucos lêem e ninguém se compromete; em segundo
lugar, dar aulas sem emoção e objetividade; em terceiro, por exemplo,
para o caso da ameaça de extinção das aves: ensinamentos explicando
que as aves fazer parte da cadeia alimentar, que podem ser “úteis”
e, se extintas, podem acarretar conseqüências ao gênero humano, numa
escala ainda não medida, e fica‑se por aí.
De forma diferente, como não consta em nenhum livro, relacionamos
alguns detalhes das agressões e suas conseqüências:
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Sejam aves, primatas, tartarugas ou jabotis, nos autos de captura e
transporte, o índice de mortandade é de mais de 50%, sempre;
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A captura de grande parte das aves é no ninho, quando filhotes;
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Os animais sobreviventes destinam‑se ao comércio de animais vivos;
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Praticamente nenhum animal se reproduz em cativeiro;
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Pelo tamanho da gaiola ou da corrente que aprisiona o animalzinho,
sua situação se assemelha à tortura;
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Com a morte freqüente, o colecionador imediatamente compra outro. As
substituições, em caso de pássaros, são imediatas por causa da
facilidade e do grande número de vendedores. Já nos casos de jabotis,
tartarugas e macacos, há grande desistência dos usuários por causa
das dificuldades de compra e mais ainda de manutenção;
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Pessoas inconseqüentes compram para colecionar, para deleite, para
admirar, para ostentar, para concorrer, para “divertir” as crianças
e principalmente para substituir os animais anteriores que morreram;
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Os compradores, na maioria, são bem intencionados. Não querem o mal
do animal, mas nunca souberam refletir sobre a quantidade total de
animais capturados, quantidade de colecionadores, sobre a mortandade
na captura ou na prisão, sobre a ausência de reprodução. Os usuários
ou possuidores têm cérebro de funcionamento lento, quase doente. Se
conseguissem quantificar o prejuízo que causam, talvez, na
maioria, abandonassem a triste tradição;
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Não só os possuidores, mas também os não participantes da tradição,
os “leigos”, inclusive boa parte dos ecologistas, formadores da
opinião pública, nunca quantificam o que representa a posse de
animais silvestres nas residências, minizoôs ilegais, etc., e que
este costume está enraizado
no povo desde muitas gerações, sendo os animais quase sempre
oriundos dos seus habitats naturais, e que tudo isso soma minhões de
animais por ano,
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Ainda que não pareça: o pior elo da corrente da captura até o uso, é
o comprador final, garantindo o comércio.
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Contatos com o autor pelo telefone (051) 3224.7014, Porto Alegre.
