AgirAzul 1
Japão continua destruindo
José Truda Palazzo Jr., esteve no Japão em 2 de
março a fim de participar da VIII Reunião da CITES ‑ Comissão para a
Regulamentação do Comércio Internacional de Fauna e Flora Silvestres
Ameaçadas de Extinção ‑ como membro da delegação oficial brasileira
e fez, sobre o país sede do encontro, as seguintes observações
importantes para todos os que desejam a salvação e recuperação da
natureza destruída e ameaçada terem uma possibilidade de conhecer o
primeiro país do primeiro mundo:
O Japão, país que continua sendo um insaciável
sumidouro de espécies raras e ameaçadas ‑ como comprovaram visitas
feitas a lojas de animais de estimação em Kyoto, que vendiam
araras, papagaios, gaviões e macacos brasileiros mantidos em
condições cruéis e anti‑higiênicas ‑ não retirou sua reserva formal
à proibição do comércio internacional de tartarugas marinhas
determinada pela CITES. Este país continua sendo, portanto, o maior
responsável pela destruição, às dezenas de milhares, desses animais
já ameaçados, em especial a tartaruga‑de‑pente Eretmochelys
imbricata que os japoneses massacram para fazer “souveniers” de
indizível mau gosto.
O Japão, aliás, parece ser um país onde a
crueldade contra os animais e o descaso para com as espécies
ameaçadas são toleradas como fossem normais. O Zoológico de Kyoto é
um ultrajante depósito de animais, onde um elefante ficou 40 anos
com as patas dianteiras presas em correntes ‑ só retiradas na
véspera da reunião da CITES ‑ porque jogava areia nos visitantes ...
Ali perto, uma colônia inteira de macacos apresentava sarna, com
animais de todas as idades sofrendo de feridas horríveis, ante a
indiferença absoluta dos visitantes e, aparentemente, do pessoal do
zoo. Ursos balançavam‑se em comportamento de stress em jaulas
revoltantes de tão minúsculas. Parecia um "mini‑zôo”
do interior do Brasil, não algo que estivesse no país dito “desenvolvido”.
(ACCC)
